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Moçambique: Escassez de Á¡gua e os caminhos da paz

A Á¡gua tem vindo a ser apontada como um lÁ­quido precioso que poderÁ¡ num futuro próximo ser um factor de instabilidade polÁ­tica e conflicto inter-estatal e intra-estatal.

O mais recente relatório do Conselho Nacional de Inteligência dos Estados Unidos da América sobre Á¡gua e segurança global argumenta que regiÁµes de África, Médio Oriente e Ásia Menor “irão enfrentar graves desafios em lidar com problemas de Á¡guaÀ, como resultado de crescimento populacional e demanda económica. “Estes desafios irão aumentar os riscos de instabilidade dentro e entre estados,À lê-se no relatório.

Em Moçambique, existem zonas onde hÁ¡ problemas sérios de escassez de Á¡gua. Chigubo, provÁ­ncia de Gaza, é uma das zonas que mais se ressente da escassez de Á¡gua. Actualmente, o fardo da escassez recai sobre os ombros das mulheres e raparigas de Chigubo.

Moçambique: SalÁ¡rio diferenciado para trabalho igual periga a paz

Os discursos oficiais que caracterizaram o Dia da Paz foram unânimes em sentenciar que a paz conquistada pelos moçambicanos veio para ficar. E quase todos concordaram que a paz é uma condição sine qua non que no tocante ao desenvolvimento.

Se olharmos do ponto de vista do calar das armas, posso até concordar que sim. Contudo, se considerarmos que a paz também pressupÁµe a ausência de pensamentos negativos, ira, desconfiança, acredito que estamos muito longe de atingir uma paz efectiva no paÁ­s. No meu entender, a paz não significa apenas o fim da guerra, mas sim um completo bem-estar do ser humano.

Moçambique: subalternidade da mulher obstÁ¡culo para construção e consolidação da paz

Este artigo pretende problematizar o papel da mulher na construção e consolidação da paz em Moçambique, num ambiente em que ela ainda vive como uma das principais vÁ­timas da pobreza e da estigmatização social em termos de participação polÁ­tica, acesso a recursos e redistribuição da renda nacional.

Moçambique: Necessidade de adopção de Plano Nacional de Acção para implementação da Resolução 1325

Apesar de que Moçambique celebrou recentemente 20 anos de assinatura do Acordo Geral da Paz, ela continua uma miragem para um crescente número de mulheres no lar.

Dados do Instituto Nacional de EstatÁ­sticas (INE) apontam que 32 porcento de mulheres no paÁ­s sofreu algum tipo de violência das mãos dos seus parceiros. É verdade que a paz pode significar a “ausência de guerraÀ, mas não é menos verdade que significa também “um estudo de calma ou tranquilidade, uma ausência de perturbaçÁµes.À

Zimbabwe: SerÁ¡ que a circumcisão mudarÁ¡ ou reforçara o machismo?

Um clima de curiosidade sóbria carectarizava o Centro de Planeamento Familiar de Silhaus, em Harare, enquanto uma dezena de homens À“ jovens e adultos À“ esperavam pela sua vez Á  sala de cirurgia de modo a terem o seu prepúcio cortado.

Na esteira de uma pesquisa que concluiu que a circumcisão reduz o risco de transmissão do HIV em cerca de 60%, a USAID começou a financiar um programa que visa circumcisar dois milhÁµes de zimbabweanos até 2015. Até Á  data, 55 mil submeteram-se Á  operação

Moçambique: Respeito e assédio sexual institucionalizado

Moçambique celebra no dia 4 de Outubro de 2012 20 anos de Paz desde a assinatura dos Acordos de Roma, em 1992, entre a Frelimo e a Renamo. O que significa a paz através do meu olhar feminino?

Sendo uma mulher e tendo sido educada numa sociedade matrilinear e, posteriormente, numa sociedade patrilinear, onde se ensina, acima de tudo, tolerância, sobretudo com os homens, fico muito preocupada nos últimos tempos quando me falam de tolerância. Entenda-se que nessa perspectiva a tolerância significa aturar, suportar.

Moçambique: O valor dos rituais na inserção social e fortalecimento da paz em Moçambique

Um dos factores que contribuiu para a edificação da paz na sociedade moçambicana foi certamente o papel desempenhado pelos rituais, e de certa forma os rituais foram realizados por mulheres. Os rituais foram importantes porque ajudaram muitos combatentes a serem inseridas na sociedade.

Os rituais foram uma forma de exorcizar os fantasmas da guerra, e levar o combatente a confessar os seus crimes, e finalmente ser re-admitido na sociedade. E parte dos que se confessaram dos crimes ou de ter estado do lado do inimigo foram as mulheres – foram vÁ¡rias as mulheres que acabaram capturadas pelas hostes beligerantes. Algumas eram forçadas a casar com os chefes e outros soldados, e outras eram transformadas em guerrilheiras.

Moçambique: FÁ¡brica de anti-retrovirais vai beneficiar mulheres

Uma decisão importante que os responsÁ¡veis da fÁ¡brica tomaram foi declarar que na fase inicial far-se-Á¡ o empacotamento, armazenamento, controle de qualidade e distribuição do medicamento anti-retroviral, Nevirapina 200 mg.

A decisão de se começar com Nevirapina é importante na medida em que o vÁ­rus do HIV afecta cerca de 15 porcento de mulheres grÁ¡vidas no paÁ­s À“ entre 15 e 49 anos de idade. O medicamento Nevirapina consta do Protocolo Nacional de Tratamento de crianças infectadas e prevenção da transmissão de pais para filho. Cerca de 11.3 porcento dos 24 milhÁµes de moçambicanos sofrem da pandemia do HIV e SIDA, segundo dados do Conselho Nacional do Combate ao SIDA (CNCS).

Moçambique: Dia de Pedido de Desculpa Á s mulheres

As NaçÁµes Unidas têm datas especiais para promover determinadas causas a nÁ­vel mundial – uma rÁ¡pida consulta Á  pÁ¡gina da ONU sobre Dias Mundiais comprova este facto.

Vai daÁ­ que uma consulta ao calendÁ¡rio da ONU sobre datas mundiais, ter constatado que, não obstante haver dias que versem sobre a situação da mulher, não hÁ¡ nenhum Dia Mundial de Pedido de Desculpas Á  Mulher. O meu plano é simples: um dia mundial no qual os homens pedissem perdão Á s mulheres por todas as vezes que as humilharam, magoaram, destrataram, etc..

Moçambique: A mudança tem um preço

Amisse é um jovem de 32 anos, casado hÁ¡ nove anos. Conheci-o em Nampula, onde encontrava-me a moderar uma palestra sobre masculinidade e violência. A sala estava repleta de homens e mulheres, na sua maioria jovens estudantes. O debate começou com os jovens a relatarem as experiências relacionadas com a masculinidade e violência que ocorrem em Nampula de forma geral.

Porém, Amisse quebrou essa tendência falando especificamente da sua própria experiência. Primeiro contou aos presentes que era um telespectador assÁ­duo do programa “Homem que é HomemÀ, um programa transmitido pela Televisão de Moçambique abordando vÁ¡rias questÁµes sobre género, masculinidade e a sua relação com a violência numa abordagem de homem para homem.