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Mozambique: O Duplo Dilema da Regina

Vilanculo (Inhambane), 16 de Junho de 2012 – o nÁ­vel de educação no paÁ­s não é dos melhores, e para menores no distrito de Vilanculo, em Inhambane, a situação só pode piorar devido aos elementos do clima.
É que para menores como a Regina, uma rapariga de 13 anos, fazendo sol ou chuva, ir para a escola parece não ser prioritÁ¡rio. Por exemplo, hoje ela não foi a escola porque esteve a chover; a chuva em si não é o problema. O problema reside no facto de a sua escola não possuir cobertura, sendo que, quando chove não se pode estudar.
Mas o facto de a chuva impedir que a Regina não vÁ¡ Á  escola não significa que ela fica em casa. Pelo contrÁ¡rio, ela tem de pegar no bidão de Á¡gua, sair Á  rua e recolher a Á¡gua que se acumula em poços nas bermas da estrada.
Mas também nos dias em que não chove, ela atrasa ou acaba faltando porque tem de percorrer longas distâncias Á  procura de Á¡gua.

Mulheres exigem inclusão nos esforços para salvar florestas

As vidas de mulheres e florestas estão estreitamente interligadas. As mulheres usam as Á¡rvores para lenha, como uma fonte de ervas medicinais, cola, alimento para animais, cera, mel e frutas. As florestas ajudam no alÁ­vio da pobreza visto que as mulheres podem sustentar as suas famÁ­lias vendendo fruta. As mulheres também usam as Á¡rvores como sombra e protecção contra o vento em suas casas, e os galhos resultam em boas vassouras com as quais varre-se o quintal.

Usar as TICs para comunicar as mudanças climÁ¡ticas para mulheres

Enquanto os tomadores de decisÁµes continuam a deliberar sobre o futuro do planeta, pessoas mais vulnerÁ¡veis ao aquecimento global permanecem em grande parte sem voz na esfera pública. Embora a comunicação social tradicional possa Á s estar a perder o comboio no que tange dar uma plataforma a essas vozes, os novos meios de comunicação estão a fornecer uma importante avenida na promoção de sensibilização e a dar as mulheres uma voz na discussão de questÁµes de mudanças climÁ¡ticas.

O mundo se despedaça: mudanças climÁ¡ticas corroem progressos do género?

De modo geral, as mudanças climÁ¡ticas não parecem ter nada a ver com a violência baseada no género. Mas existem alguns pontos relevantes sobre a questão, especialmente quando se considera o cenÁ¡rio zimbabwiano.Mais de três-quartos da população feminina vive em zonas agrÁ­colas onde constituem mais de metade dos camponeses e fornecem 70% dos trabalhadores. Não só o trabalho das camponesas é essencial para a segurança alimentar, como também muitas mulheres são trabalhadoras sem renumeração em suas casas.

Moçambique: Mudanças climÁ¡ticas e acção humana afectam produção agrÁ­cola

Maputo, 31 de Maio de 2012 – A problemÁ¡tica das mudanças climÁ¡ticas globais tem vindo a ser debatida um pouco por todo o mundo, particularmente quanto Á s suas causas. Com efeito, e segundo o Painel Intergovernamental para as Mudanças ClimÁ¡ticas (IPCC), num relatório publicado em 2001, as causas das variaçÁµes climÁ¡ticas podem ser de ordem natural ou antropogénica, ou a soma das duas.

Moçambique: As mudanças climÁ¡ticas e os problemas de género

Pemba, 31 de Maio de 2012 – A questão das mudanças climÁ¡ticas encerra consigo vÁ¡rias dimensÁµes, uma delas é a violação sistemÁ¡tica dos direitos humanos das mulheres. Halima Issufo é uma senhora cujos direitos humanos lhes são violados sistematicamente. Com quatro filhos, Issufo é casada hÁ¡ 13 anos. Nasceu e vive em Pemba. Ela tem uma machamba perto da sua casa onde antes semeava hortaliças, milho e amendoim. Estes produtos eram para o consumo familiar e para venda.

Moçambique: Machambas sofrem efeitos das mudanças climÁ¡ticas?

Maputo, 31 de Maio de 2012 – o distrito de Boane hÁ¡ 30 quilómetros da cidade de Maputo é rica em agricultura. Boane localiza-se num vale banhado por três rios, nomeadamente Umbeluzi, Matola e Tembe. As caracterÁ­sticas agrÁ­colas de Boane valeram-no uma escola agrÁ¡ria, e um centro de demonstração de tecnologias agrÁ¡rias construÁ­do pelo governo chinês. Tudo isto concorre para que Boane alimente a cidade e provÁ­ncia de Maputo.

Moçambique: Limpopo seca, futuro sombrio para as mulheres de Gaza

A perspectiva é, particularmente, ruim na bacia do Limpopo, que abrange partes de Botsuana, África do Sul, Zimbabué e Moçambique, numa Á¡rea habitada por cerca de 14 milhÁµes de pessoas.Um estudo de Cientistas do Programa Desafio para Água e Comida (PDAC), uma entidade mundial de pesquisas agrÁ­colas, divulgado nas vésperas da Cimeira de Durban sobre mudanças climÁ¡ticas, realizada em finais do ano passado, dava conta de que dez bacias hidrogrÁ¡ficas no mundo registariam escassez de Á¡gua, nos próximos tempos, situação resultante das mudanças climÁ¡ticas.

A previsão metereológica é chave nos esforços africanos de adaptação Á s mudanças climÁ¡ticas

“Esta é a previsão metereológica e eu sou Nguatah Francis.” Nos anos 90, os quenianos costumava ouvir esta frase de entrada no final dos noticiÁ¡rios. Pouco mudou ao longo dos anos no respeitante ao formato e horÁ¡rio das previsÁµes do tempo, talvez isso tenha contribuÁ­do para a razão por que os quenianos dão pouca importância a essas previsÁµes?

Precisa-se diÁ¡logo aberto e com responsabilização para as soluçÁµes climÁ¡ticas

O aquecimento global é certamente um problema global que requer soluçÁµes globais. Entretanto, hÁ¡ preocupaçÁµes acerca da atitude de alguns paÁ­ses responsÁ¡veis por causar os problemas. O mundo desenvolvido fez contribuiçÁµes significativas as emissÁµes globais dos gases de efeito estufa (20 paÁ­ses foram responsÁ¡veis por 72% das emissÁµes entre 1950 e 2000), mas a aceitação de responsabilidade e vontade de ajudar os paÁ­ses mais vulnerÁ¡veis estÁ¡ a faltar.