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Moçambique: Limpopo seca, futuro sombrio para as mulheres de Gaza

A perspectiva é, particularmente, ruim na bacia do Limpopo, que abrange partes de Botsuana, África do Sul, Zimbabué e Moçambique, numa Á¡rea habitada por cerca de 14 milhÁµes de pessoas.Um estudo de Cientistas do Programa Desafio para Água e Comida (PDAC), uma entidade mundial de pesquisas agrÁ­colas, divulgado nas vésperas da Cimeira de Durban sobre mudanças climÁ¡ticas, realizada em finais do ano passado, dava conta de que dez bacias hidrogrÁ¡ficas no mundo registariam escassez de Á¡gua, nos próximos tempos, situação resultante das mudanças climÁ¡ticas.

A previsão metereológica é chave nos esforços africanos de adaptação Á s mudanças climÁ¡ticas

“Esta é a previsão metereológica e eu sou Nguatah Francis.” Nos anos 90, os quenianos costumava ouvir esta frase de entrada no final dos noticiÁ¡rios. Pouco mudou ao longo dos anos no respeitante ao formato e horÁ¡rio das previsÁµes do tempo, talvez isso tenha contribuÁ­do para a razão por que os quenianos dão pouca importância a essas previsÁµes?

Precisa-se diÁ¡logo aberto e com responsabilização para as soluçÁµes climÁ¡ticas

O aquecimento global é certamente um problema global que requer soluçÁµes globais. Entretanto, hÁ¡ preocupaçÁµes acerca da atitude de alguns paÁ­ses responsÁ¡veis por causar os problemas. O mundo desenvolvido fez contribuiçÁµes significativas as emissÁµes globais dos gases de efeito estufa (20 paÁ­ses foram responsÁ¡veis por 72% das emissÁµes entre 1950 e 2000), mas a aceitação de responsabilidade e vontade de ajudar os paÁ­ses mais vulnerÁ¡veis estÁ¡ a faltar.

Moçambique: Plantas medicinais desaparecem com a visibilidade das mudanças climÁ¡ticas

Maputo, 31 de Maio – As plantas têm um uso mais amplo do que apenas como alimento e reservatório genético e jÁ¡ forneceram provas tangÁ­veis do seu potencial na cura de vÁ¡rios tipos de doenças que podem afectar as pessoas desde Á  infância e em todo o percurso das suas vidas.Ultimamente abundam os debates sobre o papel dos pais na criação dos filhos, e vÁ¡rios estudos têm mostrado que no nosso paÁ­s, as mulheres é que tem o papel de cuidar dos filhos e de pessoas doentes dentro da famÁ­lia, de modo que devia se disseminar junto das mulheres as diversas alternativas de cuidados de saúde para o bem-estar das suas famÁ­lias.

Internacional: A catedral ou o bazar – fazendo sentido da COP 17

HÁ¡ dias que não vejo o sol. Nuvens cinzentas pairam sobre a cidade sul-africana de Durban. Chuvas torrenciais e rÁ¡pidas inundaçÁµes mataram cinco pessoas nos bairros suburbanos nos últimos dias. Isto não retirou a Conferência das NaçÁµes Unidas sobre as Mudanças ClimÁ¡ticas dos noticiÁ¡rios. Os homens de fato vieram conversar e nada irÁ¡ os deter de ouvirem as suas próprias vozes.A África sabe fazer festas e a África do Sul – o décimo terceiro maior poluidor do planeta – ironicamente aumentou em grande as emissÁµes do carbono nas duas semanas graças Á  COP 17. AviÁµes completamente cheios aterravam hora a hora; não havia hotel vazio e barracas e restaurantes significaram lucros para muitos.

Regional: É altura que as organizaçÁµes religiosas representem os interesses das mulheres

Enquanto os lÁ­deres mundiais e jornalistas se preparam para a cimeira do Rio +20, as organizaçÁµes da sociedade vão se fazendo ouvir no respeitante Á  justiça climÁ¡tica. As OrganizaçÁµes com Base na Fé (OBF) ocupam uma posição única como a voz moral e ética da sociedade. Este papel tem-se tornado prominente no âmbito do aquecimento global e mudanças climÁ¡ticas.

Moçambique: Mudanças ClimÁ¡ticas ameaçam Agenda Nacional de Luta contra a Pobreza – A mulher como a principal vÁ­tima

Maputo, Abril 2012 – HÁ¡ jÁ¡ algum tempo que as mudanças climÁ¡ticas têm merecido um especial interesse e inserção nos grandes debates globais sobre o desenvolvimento. Com efeito, as mudanças climÁ¡ticas estão a tornar-se numa das principais ameaças ao desenvolvimento de paÁ­ses pobres, particularmente os situados no continente africano. Segundo um relatório publicado pelo Greenpeace (2005), as principais mudanças climÁ¡ticas a ocorrer nesses paÁ­ses assentarão na “destruição de ecossistemas vitais, com o desaparecimento de uma das mais ricas biodiversidades do mundo”, fazendo com que vÁ¡rias espécies de plantas e animais deixem de existir. Esta constatação ganha contornos mais sombrios para os paÁ­ses costeiros e com a economia basicamente assente na agricultura de subsistência, como é o caso de Moçambique.

Moçambique: Género – Uma realidade ou uma questão de metas PolÁ­ticas?

Beira, Abril de 2012 – A cientista social Verena Stolcke disse que “em um mundo globalizado, dominado pelo paradigma económico neo-liberal que constantemente trai suas promessas de maior bem-estar para um maior número de seres humanos, o elogio das diferenças apenas implica o perigo não somente de mascarar as crescentes desigualdades e seus motivos, mas também de alentar novas fracturas e conflitos, condenando ao esquecimento as relaçÁµes de poder que, de facto, subjazem Á s exclusÁµes e discriminaçÁµes sociais e de género”.

Moçambique: Inclusão efectiva da mulher ainda uma miragem?

Maputo, 29 de Maio de 2012 – Em 2010, Moçambique elaborou uma Estratégia e Plano de Acção do Género, Ambiente e Mudanças ClimÁ¡ticas com vista a ajudar a responder aos efeitos das mudanças climÁ¡ticas e incluir a mulher na gestão dos recursos naturais.A inclusão da mulher na gestão dos recursos naturais parte da constatação de que a mulher é mais afectada pelo impacto das mudanças climÁ¡ticas, sendo que a sua vulnerabilidade é notÁ¡vel durante as cheias e secas.

Precisa-se diÁ¡logo aberto e com responsabilização para as soluçÁµes climÁ¡ticas

O aquecimento global é certamente um problema global que requer soluçÁµes globais. Entretanto, hÁ¡ preocupaçÁµes acerca da atitude de alguns paÁ­ses responsÁ¡veis por causar os problemas. O mundo desenvolvido fez contribuiçÁµes significativas as emissÁµes globais dos gases de efeito estufa (20 paÁ­ses foram responsÁ¡veis por 72% das emissÁµes entre 1950 e 2000), mas a aceitação de responsabilidade e vontade de ajudar os paÁ­ses mais vulnerÁ¡veis estÁ¡ a faltar.Segundo a Agência Nórdica de Avaliação Ambiental, os dez primeiros paÁ­ses emitiram 67.07% dos gases de efeito estufa mundiais em 2007. Isto inclui CanadÁ¡, China, Correia do Sul, Estados Unidos, Ándia, Reino Unido e Rússia. A Divisão de EstatÁ­sticas das NaçÁµes Unidas reportou que em 2011 a China contribuiu 23.33% das emissÁµes globais, seguido dos Estados Unidos (18.11%), União Europeia (14.04%), Ándia (5.7%) e Japão (4.01%).