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Moçambique: Plantas medicinais desaparecem com a visibilidade das mudanças climÁ¡ticas

Maputo, 31 de Maio – As plantas têm um uso mais amplo do que apenas como alimento e reservatório genético e jÁ¡ forneceram provas tangÁ­veis do seu potencial na cura de vÁ¡rios tipos de doenças que podem afectar as pessoas desde Á  infância e em todo o percurso das suas vidas.Ultimamente abundam os debates sobre o papel dos pais na criação dos filhos, e vÁ¡rios estudos têm mostrado que no nosso paÁ­s, as mulheres é que tem o papel de cuidar dos filhos e de pessoas doentes dentro da famÁ­lia, de modo que devia se disseminar junto das mulheres as diversas alternativas de cuidados de saúde para o bem-estar das suas famÁ­lias.

Internacional: A catedral ou o bazar – fazendo sentido da COP 17

HÁ¡ dias que não vejo o sol. Nuvens cinzentas pairam sobre a cidade sul-africana de Durban. Chuvas torrenciais e rÁ¡pidas inundaçÁµes mataram cinco pessoas nos bairros suburbanos nos últimos dias. Isto não retirou a Conferência das NaçÁµes Unidas sobre as Mudanças ClimÁ¡ticas dos noticiÁ¡rios. Os homens de fato vieram conversar e nada irÁ¡ os deter de ouvirem as suas próprias vozes.A África sabe fazer festas e a África do Sul – o décimo terceiro maior poluidor do planeta – ironicamente aumentou em grande as emissÁµes do carbono nas duas semanas graças Á  COP 17. AviÁµes completamente cheios aterravam hora a hora; não havia hotel vazio e barracas e restaurantes significaram lucros para muitos.

Regional: É altura que as organizaçÁµes religiosas representem os interesses das mulheres

Enquanto os lÁ­deres mundiais e jornalistas se preparam para a cimeira do Rio +20, as organizaçÁµes da sociedade vão se fazendo ouvir no respeitante Á  justiça climÁ¡tica. As OrganizaçÁµes com Base na Fé (OBF) ocupam uma posição única como a voz moral e ética da sociedade. Este papel tem-se tornado prominente no âmbito do aquecimento global e mudanças climÁ¡ticas.

Moçambique: Mudanças ClimÁ¡ticas ameaçam Agenda Nacional de Luta contra a Pobreza – A mulher como a principal vÁ­tima

Maputo, Abril 2012 – HÁ¡ jÁ¡ algum tempo que as mudanças climÁ¡ticas têm merecido um especial interesse e inserção nos grandes debates globais sobre o desenvolvimento. Com efeito, as mudanças climÁ¡ticas estão a tornar-se numa das principais ameaças ao desenvolvimento de paÁ­ses pobres, particularmente os situados no continente africano. Segundo um relatório publicado pelo Greenpeace (2005), as principais mudanças climÁ¡ticas a ocorrer nesses paÁ­ses assentarão na “destruição de ecossistemas vitais, com o desaparecimento de uma das mais ricas biodiversidades do mundo”, fazendo com que vÁ¡rias espécies de plantas e animais deixem de existir. Esta constatação ganha contornos mais sombrios para os paÁ­ses costeiros e com a economia basicamente assente na agricultura de subsistência, como é o caso de Moçambique.

Moçambique: Género – Uma realidade ou uma questão de metas PolÁ­ticas?

Beira, Abril de 2012 – A cientista social Verena Stolcke disse que “em um mundo globalizado, dominado pelo paradigma económico neo-liberal que constantemente trai suas promessas de maior bem-estar para um maior número de seres humanos, o elogio das diferenças apenas implica o perigo não somente de mascarar as crescentes desigualdades e seus motivos, mas também de alentar novas fracturas e conflitos, condenando ao esquecimento as relaçÁµes de poder que, de facto, subjazem Á s exclusÁµes e discriminaçÁµes sociais e de género”.

Moçambique: Inclusão efectiva da mulher ainda uma miragem?

Maputo, 29 de Maio de 2012 – Em 2010, Moçambique elaborou uma Estratégia e Plano de Acção do Género, Ambiente e Mudanças ClimÁ¡ticas com vista a ajudar a responder aos efeitos das mudanças climÁ¡ticas e incluir a mulher na gestão dos recursos naturais.A inclusão da mulher na gestão dos recursos naturais parte da constatação de que a mulher é mais afectada pelo impacto das mudanças climÁ¡ticas, sendo que a sua vulnerabilidade é notÁ¡vel durante as cheias e secas.

Precisa-se diÁ¡logo aberto e com responsabilização para as soluçÁµes climÁ¡ticas

O aquecimento global é certamente um problema global que requer soluçÁµes globais. Entretanto, hÁ¡ preocupaçÁµes acerca da atitude de alguns paÁ­ses responsÁ¡veis por causar os problemas. O mundo desenvolvido fez contribuiçÁµes significativas as emissÁµes globais dos gases de efeito estufa (20 paÁ­ses foram responsÁ¡veis por 72% das emissÁµes entre 1950 e 2000), mas a aceitação de responsabilidade e vontade de ajudar os paÁ­ses mais vulnerÁ¡veis estÁ¡ a faltar.Segundo a Agência Nórdica de Avaliação Ambiental, os dez primeiros paÁ­ses emitiram 67.07% dos gases de efeito estufa mundiais em 2007. Isto inclui CanadÁ¡, China, Correia do Sul, Estados Unidos, Ándia, Reino Unido e Rússia. A Divisão de EstatÁ­sticas das NaçÁµes Unidas reportou que em 2011 a China contribuiu 23.33% das emissÁµes globais, seguido dos Estados Unidos (18.11%), União Europeia (14.04%), Ándia (5.7%) e Japão (4.01%).

Asassinato de esposa é femicÁ­dio e não crime passional

Infelizmente este não é um caso de Romeu e Julieta onde os dois apaixonados decidem acabar com as suas próprias vidas. É um caso de pura brutalidade que se julgou melhor chamar de crime passional. O jornal “NotÁ­cias” de 17 de Maio de 2012 reportou mais um caso de uma mulher que perdeu a vida brutalmente nas mãos do esposo. O esposo, identificado apenas por J. Rufino, assassinou-a, esquartejou-a e ainda a enterrou no quintal da casa onde os dois viviam. E ainda teve o desplante de participar o desaparecimento da esposa Á  polÁ­cia. O crime só foi descoberto dois meses depois.

Moçambique: Mudanças climÁ¡ticas com efeitos negativos na vida das Mulheres.

Maputo, Abril de 2012- Faz quase oito anos que Maria Marrengula compra e revende o peixe “magumba” na zona da Costa do Sol. Mas estÁ¡ “a pensar em arranjar um outro tipo de negócio porque este jÁ¡ não estÁ¡ a dar certo.”
A razão é uma: “Porque jÁ¡ não hÁ¡ magumba como antes. Este peixe estÁ¡ a escassear no mar.” A compra e revenda de magumba é o único meio de sustento da viúva Marrengula, de 46 anos de idade, residente no bairro de Laulane e mãe de cinco filhos.

Mudanças climÁ¡ticas podem causar conflitos domésticos

Na conferência sobre mudanças climÁ¡ticas em Durban, África do Sul, muitas discussÁµes centraram-se sobre o aumento de ocorrência e severidade de climas extremos, o impacto sobre as culturas e segurança alimentar, e futuro acesso Á  Á¡gua, mas pouca ligação se fez entre as mudanças climÁ¡ticas e violência do género.
Para Gladys Moyo, de 35 anos de idade, de Embangweni, em Mzimba, norte do Malawi, as mudanças climÁ¡ticas tiveram um impacto pessoal. Após 15 anos de um casamento feliz, o marido da Moyo abandonou-a quando a terra que ela cultivava deixou de produzir comida, uma consequência das mudanças climÁ¡ticas no Malawi.