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Moçambique: Serão as intervençÁµes sobre mudanças de comportamento eficazes?

m aspecto no discurso sobre o HIV e SIDA é a questão da mudança comportamental, isto é, a luta sobre a pandemia não pode ser ganha sem que a sociedade mude fundamentalmente as suas prÁ¡ticas sexuais.

O argumento por detrÁ¡s dessa constatação é de que jÁ¡ foram gastos rios e rios de dinheiro mas os nÁ­veis de sero-prevalência e mesmo de novas infecçÁµes não tendem a baixar, ou se baixam, não acontece com uma grande velocidade.

Moçambique: Cooperação Sul-Sul e promoção da equidade do género

Varias tem sido as medidas visando a reintegracao familiar daquela, que é duplamente vitima, primeiro por se ter casado cedo (sem nenhuma acção criminal ao homem que abusou da menor, ainda que sua esposa – recorde-se da definicao de abuso sexual de menores), forçada, depois por vivenciar limitação patológica e rejeição a nÁ­vel social (ainda no quadro de GBV).

Importa referir que apesar de alguns ganhos entre os varios paises, visando maior autonomia legislativa e operativa, é necessaria uma clara definição dos objectivos a cada nivel, papel de cada membro , seu nivel de cometimento, a questao de praticas culturais enraizadas, monitoria dos projectos e planos, prazos de implementação dos programas e projectos, sustentabilidade após o seu término.

Moçambique: RÁ¡dios ComunitÁ¡rias e vozes marginalizadas

Apesar de o Protocolo da SADC sobre Género e Desenvolvimento estabelecer como meta de igualdade e equidade do género nos meios de comunicação social até 2015, o último barómetro da sociedade civil sobre o protocolo constata que continua a prevaleceu um desequilÁ­brio no que tange Á  distribuição das fontes de informação das variadas instituiçÁµes dos média.

Se no sector dos média tradicionais a voz das mulheres continua a não se fazer ouvir, qual serÁ¡ o cenÁ¡rio nas rÁ¡dios comunitÁ¡rias cuja maioria em média localiza-se nas zonas rurais? A minha preocupação reside no facto de que as tais ditas normas culturais que perpetuam a dominação masculina parecem ser mais enraizadas em locais mais ruralizados.

O normal nesses locais é as mulheres e crianças serem silenciadas À“ longe dos olhares e longe das mentes, como soi dizer. Isso pressupÁµe que seria nas rÁ¡dios comunitÁ¡rias onde haveria maior resistência mormente Á  questão de dar voz aos marginalizados.

Moçambique: Sem voz natural e estrutural

Para Teresa Paulino não ser ouvida tem um duplo sentido: ela é surda-muda e como se não bastasse, por a lÁ­ngua dos sinais não ser massificada entre os moçambicanos, ela é automaticamente excluÁ­da de quase qualquer processo ou debate nacional.

Paulino não é a única nessas condiçÁµes. Não hÁ¡ dados estatÁ­sticos que nos mostrem a dimensão do problema, mas a população surda-muda é considerÁ¡vel. Numa recente conferência que juntou quase 200 profissionais de rÁ¡dios comunitÁ¡rias africanas, o grupo populacional de surdos-mudos rondava uns cinco por cento À“ obviamente que esta não é uma amostra suficiente para mostrar a dimensão do problema mas devem existir muitos surdos-mudos que andam “escondidosÀ.

HIV e SIDA: Mulheres combatem estigma em Chókwè

PELO menos 250 mulheres residentes em diferentes bairros da cidade do Chókwé, provÁ­ncia de Gaza, juntaram-se numa agremiação denominada Associação ComunitÁ¡ria Pedalar, com o objectivo de combater o estigma e discriminação de que são vÁ­timas por serem portadores do HIV e SIDA.
Esta associação foi criada em 2002, numa altura em que as mortes pelo SIDA registavam-se diariamente em todo o paÁ­s, com maior incidência no distrito do Chókwé, onde a grande maioria de homens e mulheres trabalha na encontram o sustento na vizinha Terra do Rand.

MULHERES AINDA ENFRENTAM DIFICULDADES À“ Amamentar: um bem para o bebé e a mãe

AMAMENTAR traz benefÁ­cios para o bebé e a própria mãe. Protege a criança de infecçÁµes respiratórias, diabetes, diarreias garantindo melhor desenvolvimento e reduz o risco de infecçÁµes pelo cancro do útero e da mama na progenitora.
Contudo, as mulheres ainda enfrentam dificuldades para garantir que os seus filhos se alimentem exclusivamente do leite materno nos primeiros seis meses de vida do menor devido a mitos e prÁ¡ticas tradicionais.

Manica tem indústrias de sumos

Estão no mercado os primeiros sumos de fruta produzidos na provÁ­ncia de Manica, por um grupo de mulheres rurais locais, que desde 2011, tem recebido assistência da Gapi-SI, em matéria de criação e gestão de agro-negócios e financiamento para a instalação de unidades produtivas.

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) é o principal financiador deste projecto.

Inseridas no Projecto de Potenciação de Habilidades Empresariais Femininas (PPHEF) , uma iniciativa do Governo, através do Ministério da Mulher e Acção Social, as beneficiÁ¡rias são mulheres oriundas dos distritos de Sussundenga, BÁ¡ruè, Guro e Gondola. É de Gondola que chegou a primeira produção das mulheres empreendedoras. São sumos naturais de frutas produzidos a partir de goiaba, papaia, ananÁ¡s, litchi, banana e outras frutas cultivadas na região.

SADC: Alcançada paridade de género na educação

A Edecação continua a ser uma das Á¡reas em que a paridade de género estÁ¡ a ser alcançada na maioria dos paÁ­ses da região austral, incluindo Moçambique, segundo anuncia o Barómetro do Protocolo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), lançado semana finda, em Maputo.

O documento analisa e reflecte a situação da mulher nos 15 paÁ­ses da SADC. Tem como base a implementação do Protocolo de Género e Desenvolvimento da região, nas Á¡reas de governação, educação e formação, justiça económica, HIV e SIDA, comunicação Social, informação e comunicação. Este protocolo estabelece metas que devem ser alcançadas até 2015.

Jornalistas capacitados sobre violência baseada no género

Os jornalistas de diversos órgãos de comunicação social sediados em Maputo beneficiam, desde esta quinta-feira (08), de uma capacitação em matéria de violência baseada no género, com o propósito de muni-los ainda mais de conhecimentos que lhes permitam reportar de forma coerente assuntos relacionados com a erradicação, do paÁ­s, deste problema.

O representante da Gender Links e facilitador da capacitação, Eduardo Namburete, disse que os profissionais da comunicação têm um papel preponderante na vida dos moçambicanos, pelo que a capacitação vai ajuda-los a compreender e debruçar-se com precisão sobre o fenómeno da violência sobre género, seu impacto na população, consequências e os custos que dela advêm para o Governo, a famÁ­lia e a sociedade.

Moçambique: Vivendo com a violência doméstica

Eu tenho 45 anos e mãe de 3 filhos (uma menina e dois rapazes). Sou professora de profissão mas quando casei o meu marido pediu-me para abandonar o trabalho fora de casa. Mas mesmo assim não teve problemas em me convencer a gerir um estabelecimento comercial que estava para abrir. Não temos casa e vivemos num dos compartimentos da loja.