News

Moçambique: O valor dos rituais na inserção social e fortalecimento da paz em Moçambique

Um dos factores que contribuiu para a edificação da paz na sociedade moçambicana foi certamente o papel desempenhado pelos rituais, e de certa forma os rituais foram realizados por mulheres. Os rituais foram importantes porque ajudaram muitos combatentes a serem inseridas na sociedade.

Os rituais foram uma forma de exorcizar os fantasmas da guerra, e levar o combatente a confessar os seus crimes, e finalmente ser re-admitido na sociedade. E parte dos que se confessaram dos crimes ou de ter estado do lado do inimigo foram as mulheres – foram vÁ¡rias as mulheres que acabaram capturadas pelas hostes beligerantes. Algumas eram forçadas a casar com os chefes e outros soldados, e outras eram transformadas em guerrilheiras.

Moçambique: Dia de Pedido de Desculpa Á s mulheres

As NaçÁµes Unidas têm datas especiais para promover determinadas causas a nÁ­vel mundial – uma rÁ¡pida consulta Á  pÁ¡gina da ONU sobre Dias Mundiais comprova este facto.

Vai daÁ­ que uma consulta ao calendÁ¡rio da ONU sobre datas mundiais, ter constatado que, não obstante haver dias que versem sobre a situação da mulher, não hÁ¡ nenhum Dia Mundial de Pedido de Desculpas Á  Mulher. O meu plano é simples: um dia mundial no qual os homens pedissem perdão Á s mulheres por todas as vezes que as humilharam, magoaram, destrataram, etc..

Moçambique: A mudança tem um preço

Amisse é um jovem de 32 anos, casado hÁ¡ nove anos. Conheci-o em Nampula, onde encontrava-me a moderar uma palestra sobre masculinidade e violência. A sala estava repleta de homens e mulheres, na sua maioria jovens estudantes. O debate começou com os jovens a relatarem as experiências relacionadas com a masculinidade e violência que ocorrem em Nampula de forma geral.

Porém, Amisse quebrou essa tendência falando especificamente da sua própria experiência. Primeiro contou aos presentes que era um telespectador assÁ­duo do programa “Homem que é HomemÀ, um programa transmitido pela Televisão de Moçambique abordando vÁ¡rias questÁµes sobre género, masculinidade e a sua relação com a violência numa abordagem de homem para homem.

Moçambique: Uma reflexão sobre Género e Economia

Empoderamento, economia, género

África Austral: apelo para a adopção da Adenda sobre género e mudanças climÁ¡ticas

Aliança, Adenda sobre mudanças climÁ¡ticas, Fórum Mulher, Cimeira da SADC

Moçambique: Descriminada no mercado laboral por estar grÁ¡vida

Alguns empregadores continuam a insistir com o pensamento sexista de que o lugar da mulher é na cozinha. Considere o caso de Dalila Samate*: por pouco perdia o emprego por estar grÁ¡vida.

Samate disse ter sofrido discriminação no trabalho por ter engravidado no decurso de um contrato de seis meses, com possibilidade de renovar para indeterminado.

Moçambique: Vantagens da descriminalização do aborto

A provÁ¡vel descriminalização do aborto inseguro estÁ¡ a suscitar acesos debates na sociedade moçambicana. Os debates podem influenciar na tomada de decisão da Assembleia da República que se vai reunir nos próximos meses para aprovar o novo Código Penal, que, entre outras, aborda a problemÁ¡tica de aborto inseguro.

Moçambique: Para quando coveiras?

O espaço laboral foi desde o inÁ­cio visto como um espaço masculino. Porém, com o advento da Revolução Industrial as mulheres começam a “invadi-loÀ e a transformar por completo as relaçÁµes sociais.

Segue-se daÁ­ que a mulher começa a fazer trabalhos que antes se afiguravam ser da provÁ­ncia masculina À“ o único senão é que a empregabilidade da mulher era mais no sentido de se ter uma mão-de-obra barata visto que se pagava menos Á  mulher do que ao homem pelo mesmo trabalho, o que ainda se verifica, não sendo, por isso, uma questão de direito ao trabalho mas sim de conveniência, visando maximizar os lucros.

Mozambique: O Duplo Dilema da Regina

Vilanculo (Inhambane), 16 de Junho de 2012 – o nÁ­vel de educação no paÁ­s não é dos melhores, e para menores no distrito de Vilanculo, em Inhambane, a situação só pode piorar devido aos elementos do clima.
É que para menores como a Regina, uma rapariga de 13 anos, fazendo sol ou chuva, ir para a escola parece não ser prioritÁ¡rio. Por exemplo, hoje ela não foi a escola porque esteve a chover; a chuva em si não é o problema. O problema reside no facto de a sua escola não possuir cobertura, sendo que, quando chove não se pode estudar.
Mas o facto de a chuva impedir que a Regina não vÁ¡ Á  escola não significa que ela fica em casa. Pelo contrÁ¡rio, ela tem de pegar no bidão de Á¡gua, sair Á  rua e recolher a Á¡gua que se acumula em poços nas bermas da estrada.
Mas também nos dias em que não chove, ela atrasa ou acaba faltando porque tem de percorrer longas distâncias Á  procura de Á¡gua.

Avortment: Un front en faveur du projet de loi

Même si le nouveau projet de loi sur l’avortement dans des cas spécifiques ne fait pas l’unanimité dans le grand public, il sera aujourd’hui Á  l’agenda des travaux parlementaires.
Une rencontre a eu lieu lundi entre un front commun compose de différentes organisations non gouvernementales ainsi que de syndicat en faveur de cette loi et l’attorney General au bureau de ce dernier.

O mundo se despedaça: mudanças climÁ¡ticas corroem progressos do género?

De modo geral, as mudanças climÁ¡ticas não parecem ter nada a ver com a violência baseada no género. Mas existem alguns pontos relevantes sobre a questão, especialmente quando se considera o cenÁ¡rio zimbabwiano.Mais de três-quartos da população feminina vive em zonas agrÁ­colas onde constituem mais de metade dos camponeses e fornecem 70% dos trabalhadores. Não só o trabalho das camponesas é essencial para a segurança alimentar, como também muitas mulheres são trabalhadoras sem renumeração em suas casas.

Moçambique: Mudanças climÁ¡ticas e acção humana afectam produção agrÁ­cola

Maputo, 31 de Maio de 2012 – A problemÁ¡tica das mudanças climÁ¡ticas globais tem vindo a ser debatida um pouco por todo o mundo, particularmente quanto Á s suas causas. Com efeito, e segundo o Painel Intergovernamental para as Mudanças ClimÁ¡ticas (IPCC), num relatório publicado em 2001, as causas das variaçÁµes climÁ¡ticas podem ser de ordem natural ou antropogénica, ou a soma das duas.