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Moçambique: Momento para as mulheres fazerem-se ouvir

Neste mês de Outubro, Moçambique celebrou 20 anos de paz. HÁ¡ 12 anos, o mundo adoptou a Resolução 1325 do Conselho de Segurança das NaçÁµes Unidas, que encadeava a luz sobre o impacto do conflito armado sobre mulheres e raparigas.

Ainda o Mês da Paz não tinha terminado quando um acontecimento veio mostrar quão ténue é a certeza de que a paz veio para ficar: o lÁ­der da Renamo, Afonso Dhlakama, saiu de Nampula, onde havia montado a sua residência, para Gorongosa, uma das antigas bases do movimento armado.

Independente das questÁµes polÁ­tico-militares que a permanência de Dhlakama em Gorongosa encerra, um aspecto salta Á  vista. No seio dos gritos que clamam por um diÁ¡logo entre a Frelimo e Renamo, nenhuma delas é de uma mulher.

Moçambique: Celebrar o dia da paz de barriga vazia: fome ameaça ou não Á  paz?

Enquanto a nÁ­vel oficial os moçambicanos se juntavam para celebrar 20 anos de paz, o dia 4 de Outubro parece ter passado despercebido para muitos. Julgando pelos dados estatÁ­sticos sobre a pobreza no paÁ­s, é possÁ­vel arriscar o argumento de que muitos passaram o dia de barriga vazia.

O Secretariado Técnico de Segurança Alimentar (SETSAN), citado pelo Programa das NaçÁµes Unidas para a Alimentação (PMA) em Moçambique, a fome tem estado a afectar milhares de pessoas durante este ano. Segundo a representante do PMA em Moçambique, Lola Castro, 24 por cento da população moçambicana À“ cerca de seis milhÁµes de pessoas À“ sofreram algum tipo de segurança alimentar ao longo do ano.

Moçambique: SalÁ¡rio diferenciado para trabalho igual periga a paz

Os discursos oficiais que caracterizaram o Dia da Paz foram unânimes em sentenciar que a paz conquistada pelos moçambicanos veio para ficar. E quase todos concordaram que a paz é uma condição sine qua non que no tocante ao desenvolvimento.

Se olharmos do ponto de vista do calar das armas, posso até concordar que sim. Contudo, se considerarmos que a paz também pressupÁµe a ausência de pensamentos negativos, ira, desconfiança, acredito que estamos muito longe de atingir uma paz efectiva no paÁ­s. No meu entender, a paz não significa apenas o fim da guerra, mas sim um completo bem-estar do ser humano.

Moçambique: subalternidade da mulher obstÁ¡culo para construção e consolidação da paz

Este artigo pretende problematizar o papel da mulher na construção e consolidação da paz em Moçambique, num ambiente em que ela ainda vive como uma das principais vÁ­timas da pobreza e da estigmatização social em termos de participação polÁ­tica, acesso a recursos e redistribuição da renda nacional.

Moçambique: Respeito e assédio sexual institucionalizado

Moçambique celebra no dia 4 de Outubro de 2012 20 anos de Paz desde a assinatura dos Acordos de Roma, em 1992, entre a Frelimo e a Renamo. O que significa a paz através do meu olhar feminino?

Sendo uma mulher e tendo sido educada numa sociedade matrilinear e, posteriormente, numa sociedade patrilinear, onde se ensina, acima de tudo, tolerância, sobretudo com os homens, fico muito preocupada nos últimos tempos quando me falam de tolerância. Entenda-se que nessa perspectiva a tolerância significa aturar, suportar.

Moçambique: O valor dos rituais na inserção social e fortalecimento da paz em Moçambique

Um dos factores que contribuiu para a edificação da paz na sociedade moçambicana foi certamente o papel desempenhado pelos rituais, e de certa forma os rituais foram realizados por mulheres. Os rituais foram importantes porque ajudaram muitos combatentes a serem inseridas na sociedade.

Os rituais foram uma forma de exorcizar os fantasmas da guerra, e levar o combatente a confessar os seus crimes, e finalmente ser re-admitido na sociedade. E parte dos que se confessaram dos crimes ou de ter estado do lado do inimigo foram as mulheres – foram vÁ¡rias as mulheres que acabaram capturadas pelas hostes beligerantes. Algumas eram forçadas a casar com os chefes e outros soldados, e outras eram transformadas em guerrilheiras.

Moçambique: Dia de Pedido de Desculpa Á s mulheres

As NaçÁµes Unidas têm datas especiais para promover determinadas causas a nÁ­vel mundial – uma rÁ¡pida consulta Á  pÁ¡gina da ONU sobre Dias Mundiais comprova este facto.

Vai daÁ­ que uma consulta ao calendÁ¡rio da ONU sobre datas mundiais, ter constatado que, não obstante haver dias que versem sobre a situação da mulher, não hÁ¡ nenhum Dia Mundial de Pedido de Desculpas Á  Mulher. O meu plano é simples: um dia mundial no qual os homens pedissem perdão Á s mulheres por todas as vezes que as humilharam, magoaram, destrataram, etc..

Moçambique: A mudança tem um preço

Amisse é um jovem de 32 anos, casado hÁ¡ nove anos. Conheci-o em Nampula, onde encontrava-me a moderar uma palestra sobre masculinidade e violência. A sala estava repleta de homens e mulheres, na sua maioria jovens estudantes. O debate começou com os jovens a relatarem as experiências relacionadas com a masculinidade e violência que ocorrem em Nampula de forma geral.

Porém, Amisse quebrou essa tendência falando especificamente da sua própria experiência. Primeiro contou aos presentes que era um telespectador assÁ­duo do programa “Homem que é HomemÀ, um programa transmitido pela Televisão de Moçambique abordando vÁ¡rias questÁµes sobre género, masculinidade e a sua relação com a violência numa abordagem de homem para homem.

Moçambique: Uma reflexão sobre Género e Economia

Empoderamento, economia, género

África Austral: apelo para a adopção da Adenda sobre género e mudanças climÁ¡ticas

Aliança, Adenda sobre mudanças climÁ¡ticas, Fórum Mulher, Cimeira da SADC

Moçambique: Descriminada no mercado laboral por estar grÁ¡vida

Alguns empregadores continuam a insistir com o pensamento sexista de que o lugar da mulher é na cozinha. Considere o caso de Dalila Samate*: por pouco perdia o emprego por estar grÁ¡vida.

Samate disse ter sofrido discriminação no trabalho por ter engravidado no decurso de um contrato de seis meses, com possibilidade de renovar para indeterminado.

Moçambique: Vantagens da descriminalização do aborto

A provÁ¡vel descriminalização do aborto inseguro estÁ¡ a suscitar acesos debates na sociedade moçambicana. Os debates podem influenciar na tomada de decisão da Assembleia da República que se vai reunir nos próximos meses para aprovar o novo Código Penal, que, entre outras, aborda a problemÁ¡tica de aborto inseguro.