Botswana: Men should not be intimidated by women’s success

Botswana: Men should not be intimidated by women’s success

Young feminist and designer Thuto Sekate talks to GL about her business Seatbelts and Openspaces, an eco-friendly brand which produces, sustainable products including up-cycled arts and crafts, clothing, and décor made from organic material, old clothes, trash and scrap material.

Southern Africa: Not yet economic Uhuru for women

Johannesburg, 15 August: Women’s month commemorations in South Africa create ripple effects across the Southern Africa region. When hundreds of women marched to the Union buildings decades ago to demand freedom, it was not only a political activity to make history but a bread and butter issue to mark ‘herstory’

Mauritius: From academia to politics

Mauritius:  From academia to politics

Port Louis, 22 August: From university scholar to activist, and from lecturer to politician, Professor Sheila Bunwaree has given up her academic career to serve her country.

África do Sul: Criando Pais Adolescentes

Estava chocado e com medo. Não sabia como havia de o apoiar e como é que havÁ­amos de sobreviver. Mas estava também excitado por trazer uma criança ao mundo. Queria ser capaz de fazer coisas para ele que nunca haviam sido feitas para mim.À

Matthew Thompson tinha apenas 17 anos e ainda a estudar quando soube que a sua namorada estava grÁ¡vida. A arrebatadora emoção e medo que sentiu é comum entre rapazes que descobrem que vão ser pais. Á€ semelhança das suas parceiras, Á s vezes eles não sabem com quem contar e muitas vezes se perdem completamente.

Moçambique: Ser diferente é normal À“ paternidade “pós-modernaÀ

E finalmente o bebé iria chegar, o fruto de uma cumplicidade partilhada com a minha parceira teria existência real, fÁ­sica, palpÁ¡vel. A incógnita do sexo foi preservada até ao “grande momentoÀ, uma romanticização do tradicional para confrontar o moderno.

Finalmente se faz luz e sou informado: “É homemÀ, bem distinto daquele quase lamentoso e introspectivo “é meninaÀ. Estava carimbado a partir daquele momento eu era “paiÀ. A adolescência rica em estórias e os “loucos anos de faculdadeÀ prenhes de excessos passam todos num instante como um cometa pela minha mente.

Logo começaram as felicitaçÁµes e eu cÁ¡ comigo com os meus botÁµes: o que mesmo tem de especial a confirmação de uma capacidade biológica normal a qualquer ser humano saÁ­do da puberdade? Aparentemente tem muita coisa a ver e eu partilhei com a minha parceira um fenómeno que acabava de observar e que baptizei como “duplo parabénsÀ. Funciona assim: “- Parabéns soube que o bebé jÁ¡ nasceu. É menina ou rapaz?À E eu: “-É rapazÀ e logo a seguir: “- OOOOhhhhhhh PARABÉNS!!!À.

Madagascar: Proud to be a dad!

Madagascar: Proud to be a dad!

I’m 27 years old and married to Jeanne Soharinirina Edmee. My wife and I have been together since 2007 during our university years in Toamasina. Since then, we have longed to have a child.
Our wish came true last week, when our sunshine, Razanadratefa Zoto Bebman or “BeroseÀ, was born.
In 2009, we went through a difficult period, a period of my life I will never forget. While we were still students, Jeanne fell ill. She was very weak and was bedridden for 11 long months. Despite visiting all the major hospitals on the island, doctors could not diagnose the serious illness.

Moçambique: O dilema dos relacionamentos pai e filho

Moçambique: O dilema dos relacionamentos pai e filho

Porque a peça fez-me pensar? Não sei bem. SerÁ¡ porque o meu próprio pai não esteve presente durante uma fase da minha infância? SerÁ¡ porque quando regressou donde estivera, batia-me ao mÁ­nimo deslize comportamental do meu lado? SerÁ¡ porque ele sempre foi uma figura autoritÁ¡ria? SerÁ¡ porque é bÁ­gamo? Não sei. Só sei que eu e o meu pai temos uma relação complicada.

A verdade é que nunca consegui ter uma conversa de “homem a homemÀcom o meu pai. Invariavelmente, acabamos sempre desconversando. Torna-se difÁ­cil abrir-me com ele, tanto não seja porque penso que quer que eu arque o fardo das suas responsabilidades.

Moçambique: Como algumas cançÁµes perpetuam o patriarcado

“Essa dama é uma goya, xipixe xa nova xa kufana ni lexiya (gata selvagem parecida com a outra…À Este é o trecho de abertura de uma pretensa canção do pretenso género musical Pandza, que a partida parece pretender criticar o comportamento considerado promÁ­scuo de certas mulheres.

A tal pseudo-canção é da autoria dos Cizer Boss, com a participação de um tal de Dey. Portanto, são jovens do sexo masculino que talvez pretendam interpretar o social através das suas pseudo-cançÁµes. E no vÁ­deo aparecem moças, as tais goias, a dançarem com movimentos obscenos.

Obviamente que tanto a canção como o vÁ­deo são a representação de uma sub-cultura musical eivada de violência e sexismo Á  la “gangster rapÀ norte-americano. O conteúdo resume-se Á  objectivação sexual da mulher e seu corpo À“ nos Estados Unidos, alguns pesquisadores têm vindo a fazer estudos muito interessantes que até certo ponto estabelecem uma correlação entre os “rapsÀ violentos e desumanizantes e a alta do crime, especialmente dos casos de estupro.

Talvez em Moçambique precisemos de fazer estudos para ver até que ponto as mensagens e conteúdos (?) Pandzas não estejam a perpetuar os estereótipos do género, e ajudar na manutenção do sistema patriarcal que insiste em querer controlar o corpo da mulher, isto é, a mulher não pode decidir por si o que pode ou deixar de fazer com o seu corpo.

Moçambique: HeroÁ­nas, procuram-se

As histórias dos povos estão repletas de actos de bravura, coragem e heroÁ­smo. Porém, quase que invariavelmente os heróis são escritos no género masculino, isto é, são poucas as estórias de heroÁ­nas.

Moçambique celebrou no dia 3 de Fevereiro mas um dia alusivo aos heróis moçambicanos. Como de costume a nação foi Á  Praça dos Heróis depositar uma coroa de flores. Recordemo-nos de que estão depositados na cripta da Praça dos Heróis os restos mortais dos que a historiografia moçambicana designou de heróis.

Até parece que a escolha de quem deve entrar na cripta obedece Á  uma lógica patriarcal À“ apenas uma mulher é que conseguiu entrar na cripta; Josina Machel. Se a lógica inicial da designação de heróis respondia ao facto de todos terem estado envolvidos na Guerra de Libertação, pode questionar-se se não houve mulheres que tombaram no perÁ­odo da luta armada. Se a resposta for sim, como é que os seus restos mortais não foram parar na cripta?

Moçambique: Falta uma dimensão do género das cheias?

As chuvas que caem desde o inÁ­cio do ano em todo o paÁ­s jÁ¡ fizeram mais de 40 mortos, destruÁ­ram milhares de hectares de culturas diversas, destruÁ­ram infraestruturas, principalmente salas de aulas e estradas, e afectaram mais de 80.000 pessoas.

O Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) criou vÁ¡rios centros de acolhimento nas zonas afectadas pelas cheias, sendo que a prioridade é dada Á s mulheres, crianças, idosos e doentes.

A avaliação preliminar que o governo moçambicano e a Organização das NaçÁµes Unidas fizeram indica que serão precisos 15 milhÁµes de dólares para operacionalizar a operação humanitÁ¡ria resultante das cheias no paÁ­s.

Moçambique: Mudanças climÁ¡ticas voltam a causar estragos

Moçambique volta mais uma vez a estar no centro de atençÁµes do mundo por causa de mais uma calamidade natural. Todavia, faltando nos discursos é a ligação entre as cheias e as mudanças climÁ¡ticas.

Essa constatação resulta do facto de que as mudanças climÁ¡ticas geram mudanças nos padrÁµes de temperaturas e precipitação, impactando sobre a saúde dos ecossistemas, produtividade agrÁ­cola, saúde humana, perda da biodiversidade, entre outros.

Moçambique: Usar as cheias como plataforma para mudanças sociais

Existem momentos que apesar da profunda tristeza que mergulham uma sociedade, podem e devem ser usados para se efectuar mudanças sociais – as cheias que se registam em Moçambique e parte da África Austral podem ser um ponto de partida para mudanças sociais.

Diversos estudos mostram que calamidades naturais têm um maior impacto sobre mulheres e crianças do que sobre os homens devido Á  sua situação de vulnerabilidade. Só em Moçambique morreram mais de 40 pessoas, mas apesar de nem as autoridades nem a comunicação social terem-nos dado uma desagregação dos mortos por sexo e idade, pode se arriscar que a maioria deve fazer parte do grupo mulheres e crianças.