Prostituição Masculina


Date: October 28, 2014
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Maputo, 22 de Março: Maputo, a capital do PaÁ­s estÁ¡ a registar, os primeiros casos de prostituição masculina, fenómeno novo que desafia os sectores mais conservadores da sociedade moçambicana, no contexto da globalização. Tal como acontece nas grandes metrópoles, Moçambique regista na actualidade, os primeiros sinais de prostituição masculina, para além da tradicional prostituição feminina, tida como a profissão mais velha do mundo.
Ao contrÁ¡rio da prostituição feminina, que envolve mulheres e homens, os primeiros como provedores de serviços de sexo e os segundos, como clientes, a prostituição masculina tem nos homens, os provedores de serviço de sexo por encomenda a clientes-mulheres, geralmente carentes, entre viúvas e/ou mal casadas, geralmente coim uma vida financeira folgada. Portanto, elas, a s mulheres é que requisitam os serviços sexuais de homens prontas a vender a sua habilidade sexual, como fonte de sua sobrevivência. Enquanto a prostituição feminina é praticada tanto por jovens-adolescentes, na maioria dos casos e na mulher adulta, nalguns casos, na prostituição masculina predominam como seus praticantes, apenas jovens-adolescentes, geralmente estudantes bolseiros do ensino superior oriundos das provÁ­ncias do centro/norte do PaÁ­s.
Os primeiros sinais de puberdade, em especial o aparecimento da barba, o desenvolvimento do fÁ­sico atlético, segundo Eugénio Bilirio, são alguns dos atractivos usados na sedução das clientes, geralmente mulheres vividas, mas senhoras do seu “nariz”. Eugénio Bilirio é um jovem estudante da Faculdade de Engenharia da Universidade Eduardo Mondlane residente no municÁ­pio da Matola que nas suas horas livres dedica-se Á  profissão “Ad-Hoc” de “trabalhador de sexo”, na óptica da agência das naçÁµes unidas para o combate ao HIV/Sida – UNAIDS.
Eugénio BilÁ­rio, entrevistado pela GenderLinks Moçambique, disse que se prostituÁ­a por falta de dinheiro. Explicou que teve de interromper os seus estudos por falta de dinheiro para financiar os seus estudos, tendo encontrado na sua prostituição a forma de retomar os estudos porque jÁ¡ pode pagar pelo seu bolso, a faculdade. “Tive conhecimento do trabalho de prostituição através de um amigo que conhecia a minha débil condição financeira. Falou-me desta actividade de vender os serviços sexuais e levou-me ao lugar onde tal é praticado. Na hora não me interessou, confessa-se BilÁ­rio, mas como a minha situação financeira foi apertando, não tive saÁ­da, acabei por entrar neste mundo o ano passado…” – ajuntou a nossa fonte, para revelar de seguida que ele faz parte de um grupo de 4 jovens prostitutos da Matola.
Para a prÁ¡tica das actividades sexuais, a mesma fonte precisou que “…temos um lugar para a prÁ¡tica das actividades sexuais de forma comercial, na Matola, nas cercanias do antigo Cinema 700, hoje Auditório Municipal da Matola que é usado como prostÁ­bulo, além de hotéis e pensÁµes contra o pagamento ao facilitador do espaço no valor de 2.000Mts/Mês (quase 67 dolares americanos).
O preço da actividade sexual depende muito da negociação entre o provedor de serviços e a interessada ou cliente. Porém a tarifa mÁ­nima praticada é de 400 Mts (mais de 13 dólares americanos) por coito. O tempo da satisfação vÁ¡ria de mulher para mulher mas, Eugénio BilÁ­rio, confessa que gasta uma hora e meia a satisfazer sexualmente a sua cliente ocasional. “… A minha namorada e os meus familiares não sabem que sou prostituto, apenas sabem que sou explicador das disciplinas de matemÁ¡tica e fÁ­sica…”- esclareceu o nosso entrevistado.
Para Ana SitÁµe (Nome fictÁ­cio), prostituta na Cidade de Maputo, a prostituição Masculina não é anormal pois existem muitas mulheres até homens que procuram “prostitutos” mas os mesmos muitas das vezes comparativamente as mulheres não assumem perante a sociedade que são prostitutos pois tem medo da reacção social. “Enquanto os prostitutos procuram mulheres para o seu negócio de sexo, nós as prostitutas procuramos os homens. Portanto, não hÁ¡ concorrência aqui”, disse SitÁµe.
Ela explicou que “A prostituição é uma actividade rentÁ¡vel pois com ela pago as minhas contas e ainda sustento a minha filha. Tenho consciência das doenças sexualmente transmissÁ­veis e é por isso que regularmente vou ao hospital e ainda não aceito praticar o sexo sem protecção,” acrescentou SitÁµe.
A prostituição é praticada mais por mulheres, mas hÁ¡ um grande número de casos de prostituição masculina que se revela diariamente. Como todo fornecedor-emergente de serviços que deseja fazer-se conhecer e conquistar novos clientes, Bilirio criou e publicou um anúncio sobre os serviços que presta as mulheres carentes, nas redes sociais, segundo ele, o anúncio estÁ¡ a receber o devido retorno, pois o número de clientes estÁ¡ em crescendo.
Bilirio não esclareceu se usa ou não o preservativo, nas suas relaçÁµes sexuais com as suas clientes. As mulheres, trabalhadoras de sexo, praticam a sua actividade de determinados pontos das cidades de Maputo e Matola, jÁ¡ conhecidas. Contrariamente, os prostitutos, ou trabalhadores de sexo, ainda trabalham Á s escondidas ou seja, de forma discreta em Maputo. Para o Sociólogo Baltazar Muianga, a prostituição Masculina não é algo novo em Maputo, talvez seja agora mais visÁ­vel.
A influência dos amigos ou da globalização, através dos meios de comunicação social, nomeadamente; a televisão, pode ser uma das causas que levam os jovens a enveredar pela prostituição masculina. A prostituição, de uma forma geral, é uma forma que os jovens encontraram de ganhar dinheiro ou bens materiais, como sejam; roupas e outros presentes em troca de favores sexuais. A prostituição masculina é hoje um comportamento normal que se explica sobre tudo pela liberdade e orientação sexual- acrescentou Muianga . Ainda para o sociólogo, a história da prostituição masculina remonta dos primórdios da prostituição feminina. Se recuarmos no tempo poderemos constatar que na Grécia Antiga havia também uma grande quantidade de πόρνοι/pórnoi, ou seja, de prostitutos, onde uma parte trabalhava para as mulheres e a outra para os homens.
Apesar da prostituição em Moçambique encontra-se associada a época colonial, estÁ¡ actividade ainda é socialmente considerada uma prÁ¡tica vergonhosa e ainda sem lei judicial que protege os prostitutos contra as agressÁµes fÁ­sicas por parte de alguns clientes. A prostituição é no entanto reprovada em diversas sociedades por ser considerada contra a moral dominante, a principal disseminadora de doenças sexualmente transmissÁ­veis e pelo impacto negativo que tem na estrutura familiar.


6 thoughts on “Prostituição Masculina”

Domingos says:

quero participar

Beto says:

nao gosto de ver uma mulher carente,e tambem nao gosto de ver meus filhos sofrendo sem nada para comer

Beto says:

Nao gosto de ver uma mulher carente,tambem nao gosto de ver meus filhos passarem fome

Leonardo says:

Tou interessado

gonçalves says:

tou pronto

jasson wilson says:

estou interesado 848005382

Comment on Prostituição Masculina

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