Gender Links e a Aliança de Género fazem mapeamento em SSR e DSR


Date: April 1, 2019
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By Graça Maria- 1st April 2019- Durante dois dias (26 e 27 de Março), diferentes activistas e organizações da sociedade civil reuniram-se para em conjunto discutir e fazer Encontro da Aliança de Género para Mapeamento de Políticas de Saúde Sexual e Reprodutiva (SSR) e Direitos Sexuais e Reprodutivos (DSR) e introdução a Campanha regional sobre SSR e DSR da Aliança de Género.

Na sua intervenção, a Directora-Executiva do Fórum Mulher , Ndzira de Deus, ponto focal da Aliança de Género, disse que ‘Mocambique é um dos países com a melhor posição na região sobre o entendimento das questões de SSR. Por isso a necessidade de se mapear e sistematizar, ter uma ilustração sobre a situação de cada país da SADC, para que haja um movimento de trocas de experiências para apoiar os países que estão atrás, podendo assim encontrar soluções para que estejamos todos ao mesmo nível’- disse.

Foram identificadas as áreas que a rede e a aliança pretendem trabalhar, nomeadamente, Aborto, Violencia Baseada no Género, Educação sexual abrangente.

Verificou-se durante os dois dias do encontro a necessidade de se actualizar a já existente política de saúde sexual e reprodutiva para os adolescentes, pois segundo os participantes do encontro, a mesma encontra-se desactualizada e não responde com clareza as questões pertinentes que inquietam os adolescentes e jovens.

Ivone Zilhão, coordenadora da Rede de Direitos Sexuais e Reprodutivos, considera que ‘’ a saúde dos adolescentes e jovens é uma área extremamente importante, e está a ser muito negligenciada. Faço parte do grupo que em 1999 lançou um projecto Geração Bizz. Se o programa tivesse tido tomado como programa público, não enfrentariamos os desafios que estamos a enfrentar hoje.’’- explanava assim sobre a necessidade de o governo participar directamente da implementação do projecto.

Algumas activistas que fizeram parte do encontro, também deixaram o seu parecer em relação as principais questões levantadas.

Fátima, activista da geração bizz, contou que: ‘‘tivemos muitos avanços na área de ssr, mas também sentimos que há desafios na área de saúde do adolescente. Hoje é difícil termos um pessoal para atender aos jovens. Ele são atendidos no mesmo local que os adultos e  não se sentem a vontade para se expressar, facto que os levam a desistir’’.

Outro facto que inquieta a activista, é o facto de o adolescente estar limitado em relação a escolha de métodos contraceptivos- ‘‘nós aconselhamos a usar os métodos contraceptivos de longa duração, mas quando chega na unidade sanitária dão aquilo que há e geralmente são pílulas’’- acrescentou.

Whitney, activista do Fórum mulher, considera que: ‘‘não há clareza dos procedimentos para aceder ao aborto seguro, porque mesmo entre os activistas ainda não há muita informação. Não temos acaesso ao documento que esclarece esse ponto. Como é feita a comunicação com os hospitais e unidades sanitárias. O governo se apropria dos resultados de forma viva, mas por outro lado há um distanciamento do mesmo governo quando enfrentamos dificuldades para executar o nosso trabalho’’- concluiu.

Com uma dinâmica de grupos, os participantes puderam apreciar as diferentes áreas abordadas e sugerir as reformas ou mudanças que acham melhorar as políticas e o que está em falta de acordo com a troca de ideias realizada.


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