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Internacional: A visão verde de Wangari Maathai continua viva

Participaram muita mulheres lÁ­deres na Conferência das Partes (COP 17) em Durban, África do Sul, durante as discussÁµes sobre as mudanças climÁ¡ticas. Por exemplo, a secretÁ¡ria executiva da UNFCCC (Convenção Quadro das NaçÁµes Unidas sobre Mudanças ClimÁ¡ticas), Christiana Figueres, e a Ministra sul-africana dos Negócios Estrangeiros e Presidente da COP 17, Maite Nkoana-Mashabane, apenas para mencionar algumas. Porém, houve uma mulher cuja ausência foi notÁ¡vel. É seguro dizer que, se ainda estivesse viva, a primeira prêmio Nobel africana, a falecida professora Wangari Maathai, poderia ter-se feito ouvir em Durban.

Moçambique: Porque elas morrem quando não deviam?

Maputo, 29 de Maio de 2012 – Ao que tudo indica, depois de mais uma década de debates, o parlamento vai finalmente aprovar, ainda este ano, o projecto de lei de despenalização do aborto, recentemente submetido Á  sua apreciação pelo governo – a lei que proÁ­be o aborto vigora desde Setembro de 1886, levando muitas mulheres a recorrem ao aborto clandestino ou inseguro. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o aborto clandestino ou inseguro é nos paÁ­ses africanos e de baixo rendimento uma das principais causas de morte materna, definida como a morte de uma mulher durante a gravidez ou dentro de um perÁ­odo de 42 dias após o parto.

Moçambique: Queimadas descontroladas afectam desproporcionalmente mulheres

Beira, 29 de Maio de 2012 – Sónia Macarringue* vive um dilema. Ela acaba de perder a sua machamba devido Á  uma queimada descontrolada que começou na floresta. Para além do milho, abóbora e amendoim, Macarringue perdeu o seu rico tempo.O dilema dela é também vivido por muitas mulheres rurais e não só. As queimadas descontroladas são seculares no paÁ­s. “Nas nossas comunidades, é uma tradição desbravar os solos, através de queimadas descontroladas, para a prÁ¡tica da agricultura, mas essa prÁ¡tica provoca enormes danos ambientais”, disse durante um encontro da Comunidade para o Desenvolvimento dos PaÁ­ses da África Austral (SADC) a vice-ministra para a Coordenação da Acção Ambiental, Ana Chichava.

Internacional: Uma aldeia conta a estória do clima africano

Como parte de uma equipa implementando um projecto sobre a adaptação Á s mudanças climÁ¡ticas na planÁ­cie do Lago Kyoga, no distrito de Pallisa, no leste de Uganda, vi em primeira mão como as mudanças climÁ¡ticas afectam as comunidades agro-pecuÁ¡rias. Para quem ainda duvida ou pensa erradamente que as mudanças climÁ¡ticas são algo sobre as quais devemos nos preocupar apenas no futuro, devia fazer uma viagem ao Lago Kyoga – apenas um exemplo do que vai acontecendo Á s comunidades no continente.

Pequenos eco-negócios trazem mudanças para mulheres

O deserto de Sahara cresce ao tamanho da Nova Zelândia todos os anos, engolindo o que eram antes terras férteis e reduzindo a variedade e volume das culturas que podem crescer na região Sahel da África. Chuvas irregulares e padrÁµes climÁ¡ticos imprevisÁ­veis significam que mesmo Á¡reas férteis as culturas falham.Isto tem levado a um aumento de desmatamento dentro desta região. Quando as culturas falham, os aldeÁµes cortam as suas Á¡rvores para comprar alimentos e medicamentos. Porém, é um ciclo vicioso – a perda de Á¡rvores exacerba os efeitos das mudanças climÁ¡ticas. O desmatamento leva Á  degradação de solos e perda de abrigo, aumentando assim o risco de perda de culturas. Prevê-se que a produção de culturas na África sub-sahariana caia em 22% como resultado de mudanças climÁ¡ticas.

Moçambique: Pacientei e agora chega!

Maputo, Abril de 2012 – Em Dezembro de 2011, fui de férias Á  provÁ­ncia de Gaza, concretamente no distrito de GuijÁ¡, para visitar o meu tio. Foi então que o meu tio decidiu apresentar-me alguns dos seus amigos com quem tem convivido, e foi assim que fomos a casa do senhor Z. Mandlate. Ele estava visivelmente transtornado porque a mulher tinha saÁ­do hÁ¡ mais de 2 horas Á  busca de Á¡gua potÁ¡vel.

Género e justice começam em casa

“Cuidado com a drenagem das Á¡guas pluviais!” adverte um sinal ao longo da rota escolhida pelos activistas do género, marcando o inÁ­cio da campanha dos 16 Dias de Activismo com a marcha “Reivindicar a Noite” em Alexandra, Joanesburgo. O notoriamente poluÁ­do rio Juskei que atravessa este bairro densamente populoso, e de baixa renda e vizinho do bairro nobre de Sandton, no maior metrópole da África Austral, testemunhou os piores casos de violação e assassinatos em Joanesburgo.

Moçambique: Queda de nÁ­veis de pescado afecta mulher

Maputo, Abril de 2012- Apesar da pesca ser uma actividade dominada pelos homens, o seu sucesso ou fracasso também afecta a mulher uma vez que invariavelmente é ela quem leva o peixe do barco Á  banca para a sua comercialização. Por isso, os desafios que surgem nesse sector devem ter em conta a questão de género. Nos últimos anos, os pescadores e vendedores de peixe da cidade de Maputo queixam-se da queda dos nÁ­veis de captura, o que significa uma redução dos seus rendimentos. Este é o caso de Vitória Tembe, 58 anos de idade, que hÁ¡ 37 anos compra peixe junto de pescadores da Costa do Sol para revender nos bairros da cidade, mas o negócio tem estado difÁ­cil nos últimos anos devido Á  redução do pescado.

Á€frica: Recusando-se a afundar feito o Titanic

O mundo e seus habitantes são como o gigante navio Titanic e seus passageiros na fatÁ­dica noite de 15 de Abril de 1912. Devido ao erro humano e maus cÁ¡lculos naquela noite, o “navio dos sonhos” embateu acidentalmente num iceberg no oceano Atlântico, fazendo com que naufragasse e causasse a morte de milhares e poucos sobreviventes. Naquela fatÁ­dica noite, navios de pequeno porte tinham avisado a todos os navios para navegarem com extrema cautela devido Á  blocos de gelo na Á¡gua. Mas segundo os seus fabricantes, o navio podia suster qualquer dano e continuar a flutuar. Baptizaram-no de “inafundÁ¡vel”.

África: Uma perspective do género sobre inconvenientes de energia solar

Os paÁ­ses africanos preparam-se para juntar-se ao resto do mundo na Cimeira do Rio +20 para entre outros avaliar o impacto das mudanças climÁ¡ticas contra o espectro de preocupaçÁµes sobre o uso de energia solar, actualmente a ganhar rÁ¡pida popularidade nos paÁ­ses africanos, que chegou a ser anunciada como a solução ambiental Á s necessidades energéticas do mundo. Juntamente com percepçÁµes anteriores de amiga do ambiente, a energia solar é comercializada como energia barata para empresas e famÁ­lias em locais de recursos pobres, especialmente em regiÁµes tais como a África Austral e Oriental. Entretanto, os cientistas agora avisam-nos de que a energia solar não é tão limpa assim. De facto, argumentam, pode estar a contribuir para a poluição ambiental e doenças em mulheres e crianças.