Para Combater a Pobreza: Mulheres abraçam piscicultura em Angónia, na ProvÁ­ncia de Tete


Date: September 18, 2014
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Maputo, 19 de Marco: Trata-se da Associação Jesus Cristo que congrega 17 membros, dos quais, apenas cinco são homens. A agremiação que se dedica Á  produção de peixe, em cativeiro, reclama por apoios das autoridades locais, para desenvolver em paralelo a actividade agrÁ­cola, para melhorar a renda e dieta alimentar dos seus associados.

Beatriz Bernardo, responsÁ¡vel da Associação Jesus Cristo, explicou que graças ao trabalho desenvolvido, o grupo jÁ¡ adquiriu, no vizinho Malawi, uma motobomba que vai ajudar, na rega da sua produção agrÁ­cola. O plano da agremiação é associar a produção de peixe em tanques piscÁ­colas integrada Á  actividade agricultura no mesmo espaço fÁ­sico ainda por vedar para evitar roubos e invasão de gado bovino.

“No passado mês de Fevereiro recebemos três mil alvinos, oferta da Visão Mundial o que nos permitiu abrir mais tanques piscÁ­colas para incrementar a nossa produção”, garantiu a interlocutora. Beatriz Bernardo acrescentou que a sua associação tem em carteira a colocação de plantas exóticas, nos tanques piscÁ­colas, para alimentação e protecção do peixe, para além da ração. “O pescado produzido pela associação serve para o nosso sustento, uma parte e para comercialização, a outra” – ajuntou a nossa fonte para depois acrescentar que a agremiação também se dedica a ajudar crianças órfãs e idosos com carências alimentares.

Conforme ficamos a saber, o peixe é alimentado três vezes ao dia, para acelerar o processo de engorda, reduzindo para duas vezes, ao dia, até atingir um peso de 300 gramas, isto num perÁ­odo de quatro meses. A pesca ou captura do peixe em cativeiro é feita uma vez por mês de forma selectiva, para evitar capturar, peixe em idade de crescimento ou prenhe.
A Associação Jesus Cristo existe desde finais de 2010.
Em Janeiro do ano seguinte recebeu os primeiros 400 alvinos que foram comercializados quatro meses depois de terem sido lançados ao tanque piscÁ­cola, como fonte de renda familiar.

Galvanizada pela abertura de mais tanques piscÁ­colas e pelo inÁ­cio da actividade agrÁ­cola, aquela agremiação tenciona abrir uma conta bancÁ¡ria para onde serÁ¡ canalizado o dinheiro das vendas. A avaliação do impacto piscÁ­cola realizada pela delegação do Instituto Nacional de Aquacultura de Tete concluiu que a criação de peixe em cativeiro tem resultados encorajadores na economia rural, rumo ao combate Á  pobreza nas comunidades.

AliÁ¡s, em depoimentos Á  nossa reportagem, Bene, um dos associados, declarou que: “… consigo dinheiro para comprar aquilo que não produzo na piscicultura integrada, (pesca e agricultura) nomeadamente; óleo, sal e pão, além das melhorias na dieta alimentar e ter conseguido pôr os meus filhos a estudar”. Todavia, a grande contrariedade reside num devorador de peixe designado lontra, localmente conhecido por catumbo que estÁ¡ a criar prejuÁ­zos, por se alimentar preferencialmente de peixe dos tanques piscÁ­colas.

Para contrariar o mal a delegação provincial do Instituto Nacional de Aquacultura (INAQUA), procedeu Á  limpeza dos tanques piscÁ­colas e recomendou Á s associaçÁµes de criadores de peixe a evitar capim alto Á  volta dos tanques – revelou Maria Clara Fole, delegada do INAQUA em Tete.

Outra das recomendaçÁµes tem a ver com a necessidade conceber armadilhas para capturar os predadores do peixe em procriação. Entretanto, os piscicultores queixaram-se da falta de redes de pesca adequadas, e das dificuldades que encontrar quando têm que abrir tanques, pois o trabalho é feito manualmente.

“Se tivéssemos apoio do Serviço Distrital de Actividades Económica (SEDAE), na alocação de pÁ¡ escavadora, o processo levaria uma semana e assim poderÁ­amos pôr em marcha o projecto de abertura dos 15 tanques que constituem o agregado da associação”, disse a nossa interlocutora. Os peixes são alimentados através de ração fornecida pelos Serviços Distritais de Actividade Económica e reforçada pelas hortÁ­colas tiradas da machamba, com elevado valor nutricional.

 


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